05/09/2009

JORGE VIEIRA CARDOSO E A SUBMISSÃO DO PENSAMENTO [NO OCULTO MEDO]

Foi de sempre… quão eternas são as palavras que brotam na fonte em cruz, onde camuflados no [MEDO], errantes na razão crucificaram Jesus.

Regresso perdido de entre as almas inadaptadas, procurei-me por lá, do que vi, nem a explicação de pormenor consente tamanho entendimento. São os poros de uma derme epidermicamente tingida. Ora são as novas, ora são as velhas lembranças que destilam insatisfação. Mas a cura está na aceleração que o dia seguinte submerge o anterior, a cura está na descoberta em amadurecimento, sabendo que, a FELICIDADE material é tão triste quando está naquilo que se ostenta, mas ainda é mais triste quando a IN.FELICIDADE está materialmente ofuscada pelo que não se ostenta!
Por isso é que o regresso chega na liberdade de cada um ao escolher do ensejo, momento que não é mais, do que a fonte da nossa identidade… (Para reflectir!)

Direitos exclusivos de: Jorge Vieira Cardoso

09/08/2009

SEM IMAGENS

Algures por aí…

no teu corpo…procuro o tempo que ultrapassou as vontades, descolando os pés em que o chão afundou espasmos santos…

desliza em mim o desligar do antes em que o depois seja porém, no semblante carregado da noite… sem…

abismo dos sentidos perturbados da ânsia…diagnóstico da razão abstracta.


e o medo…e o medo…esse animal que devota silêncios…

nos cantos atalaia a fuga, num observar de prurido…desnuda

por favor…fica em mim solta e muda!


sobram sempre pedaços de alma , rabiscos de tinta sem fundo

em retalhos que rotundam o eu e o tu…deslocam-se em quedas -Niágara…

Iguaçu…o eu e o tu desprotegidos de roupas e a nu.


de permeio bamboleamo-nos nas pontes, por onde a razão se esquece de passar

no óculo da montanha crua, por onde o túnel se afunda…oiço a sirena… vejo o mar…

tilinta a moeda na queda da ranhura, solitária na essência …dulcificas o mutismo, és a mão que desenlaça a dúvida…no deslizar de dois corpos em cura.


cada momento trespassa o achado, siderado em pesquisa anelada

o que vi…

o que vejo…

o que ouvi…

o que oiço…

respondo nas sílabas contíguas


plantei os meus lábios em teus seios…em correria de aborígene descalço no mato…sagacidade de quem acha o achado num rosto…eterno o beijo sem oposto.


a vós chego…no aconchego…em deleite estrelas vigiam o fim sem fim nunca acabado de dois corpos em êxtase… extasiado!


Sereis na procura avassalas as minhas tempestades, porque sois…sem lérias as minhas… F.É.R.I.A.S!

27/07/2009

[TIREM-ME] A DOR DO PENSAMENTO...


soltem as penas dos olhos, porque nem o carma da mente desfere o golpe fatal que me adormece, nem a vossa mordida de lábios em assombro… me enaltece, já que pior que isso é o espaço de enguiço onde me deito e deleito, morre o dia lento em pensamento, jaz a noite torta e morta… na almofada que não me suporta!
nego-te...
eu sei!



nesta mão onde singelos os dedos, carpem laivos do monte, nele irrompe a ave de flanco a flanco, que no bater das asas resolve um poema de atrasos…

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