23/11/2009

TIC-TAC…Mais que um baque…



assim morderam-se as pontas num pedido bis 1- 2 e mais… apegos de transposição do olhar, transpiração do mesmo;

tão longa a espera, mas tão legitima era, adrenalina a levante do tic. tac. constante batidas de um coração pedinte;



e nos sorrisos que as palmas bateram… batem reflexos de sonho num Sol Maior, acrobacia de palavras cantadas em espelho;
ondulação…
percussão…
musical melodia dos sentidos;
autoridade, chamando, não?!
apelos das notas…
sim!

no trio das artes mistura de tela, pintura de pauta, letras que na manta urgem…expressão nas suaves rugas “euforia” na montra autenticada pela renovada criança.

28/10/2009

MEIO AUSENTE-MEIO PRESENTE, COMO UMA FOLLHA


solidifica-se o dúbio entre a tortura de um achado, panfleto do des-maio sem aspas,
[virtude], não te quero profanada de incenso mortal!




antes a parra que a uva em jardins de alfabetos discordantes!
para que eu... vi-va de palmas faciais...

07/10/2009

O MEU LUTO

Agora que o teu sol se pôs, faz descer até mim as tuas mãos, dá-me o teu eterno carinho, enrola de novo os meus cabelos...Doce, tão doce mãe!!!

Ainda Setembro e bem preguiçoso, no meio da penumbra o dia nascia, tão pequenino! Tal e qual o Outono acabadinho de chegar. Repimpão e manhoso aquele sol atrevido preparava-se para aquecer as colinas, onde os cachos de uvas passado horas e arrancados pelas mãos cálidas se desprenderiam das vinhas a horizonte da falésia. Na enseada aquela criatura de Deus pernoitava em segundos derradeiros. No abrir de olhos reuniu forças e pediu mais uma vez a grande mão em amparo, tentando completar a caminhada que os passos do tempo levariam até mais além… Sorte da memória, ramo de glória em árvore genealógica que acompanha o suspiro até ao último momento, que se solta feito lamento, tal e qual fruto da ramada. Mas o corpo sofrido em rosto gracioso regressa ofegante e deita-se devagarinho no leito. Depôs das suas mãos o testemunho da passagem ao apagar dos olhos... Libertou-se e deixou-se levar pelo sono mais longo, [carícia perfeita da imperfeição terrena!]

A Progenitora…Elevo o meu testemunho ao som inacabado do momento, as minhas mãos serão os elos dos vossos olhos, assim, durante o meu sono poderei libertar a angústia do eclipse.

E…enquanto as lágrimas do vosso luto indagaram o silêncio farto

Cederei o entregar da dolência impune

Para libertar num grito surdo, o som da alma…

Ai de ti… querida mão que seguras o fim…

Num espírito de sinopse entretido no meloso vento

Na madrugada…

Não contesto o quão durável é a minha expiação

Por que eu… acabei de lhes dizer Adeus…


Respondem os filhos dizendo: para quem tanto nos amou… nunca esse “Adeus” terá punição!

Seguidores

Contagem de visitas

Music


MusicPlaylist