09/08/2009

SEM IMAGENS

Algures por aí…

no teu corpo…procuro o tempo que ultrapassou as vontades, descolando os pés em que o chão afundou espasmos santos…

desliza em mim o desligar do antes em que o depois seja porém, no semblante carregado da noite… sem…

abismo dos sentidos perturbados da ânsia…diagnóstico da razão abstracta.


e o medo…e o medo…esse animal que devota silêncios…

nos cantos atalaia a fuga, num observar de prurido…desnuda

por favor…fica em mim solta e muda!


sobram sempre pedaços de alma , rabiscos de tinta sem fundo

em retalhos que rotundam o eu e o tu…deslocam-se em quedas -Niágara…

Iguaçu…o eu e o tu desprotegidos de roupas e a nu.


de permeio bamboleamo-nos nas pontes, por onde a razão se esquece de passar

no óculo da montanha crua, por onde o túnel se afunda…oiço a sirena… vejo o mar…

tilinta a moeda na queda da ranhura, solitária na essência …dulcificas o mutismo, és a mão que desenlaça a dúvida…no deslizar de dois corpos em cura.


cada momento trespassa o achado, siderado em pesquisa anelada

o que vi…

o que vejo…

o que ouvi…

o que oiço…

respondo nas sílabas contíguas


plantei os meus lábios em teus seios…em correria de aborígene descalço no mato…sagacidade de quem acha o achado num rosto…eterno o beijo sem oposto.


a vós chego…no aconchego…em deleite estrelas vigiam o fim sem fim nunca acabado de dois corpos em êxtase… extasiado!


Sereis na procura avassalas as minhas tempestades, porque sois…sem lérias as minhas… F.É.R.I.A.S!

27/07/2009

[TIREM-ME] A DOR DO PENSAMENTO...


soltem as penas dos olhos, porque nem o carma da mente desfere o golpe fatal que me adormece, nem a vossa mordida de lábios em assombro… me enaltece, já que pior que isso é o espaço de enguiço onde me deito e deleito, morre o dia lento em pensamento, jaz a noite torta e morta… na almofada que não me suporta!
nego-te...
eu sei!



nesta mão onde singelos os dedos, carpem laivos do monte, nele irrompe a ave de flanco a flanco, que no bater das asas resolve um poema de atrasos…

imagens en olhares.pt


10/07/2009

Utopia do Beijo




Derrame… tão inóspito sentido que se afoga em saudade temperada com lágrimas.





Cálice…tão brando esse fogo que nos afasta em incertezas, cubo quebrado no premente vicio de ser só teu.
Amor… é a palavra transcrita em cada sopa letrada…cérebro pendente desidrata fugas de sódio feito pele, numa duplicidade de lábios utopicamente além de nós.

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