04/04/2008

Recados ao Vento



Nem que finde a idade, esperarei por ti, afinal tudo vale a pena, esperar, rir, chorar e amar no silêncio em que as palavras brotam o entusiasmo perdido na auréola de um Sol caído.

Ribombam as frases que submergem os sentidos abstractos de um poder medíocre acrescidas de amargura.

Nem os rios já secaram nem os meus olhos choraram grandes cheias que diluíssem as margens. A cada passo fica o rasto de uma impressão, não diria digital, mas sim peculiar e abrangente apenas do um ser mais que comum.

Atiro-me às palavras que teimam em ser engolidas pela fome de querer toda a paisagem à frente do meu olhar. Assim é, que na incredulidade do que vejo, sobressai as tuas formas perfeitas aos meus sentidos, sentidos esses, que não passam de devoradores de alento.

Só eu sei o que me custa entrar por ai dentro vasculhar todos os teus cantos, sem que o meu coração dê voz à minha garganta e permissão para que fale. No entanto e em compensação dou comigo relampejando para o papel palavras de amor, amor e mais amor!

Quando me leres convinha que fosses pura, que na tua nudez embebida em mel, conhecesses o meu sorriso, e que, em cada pequenina letra, me desses um pouco de ti. Aí sim, enrolarias o teu corpo no meu numa procura mútua de conquistar o Mundo.

Selvagens, ou até nem por isso contornaríamos cada olhar que quisesse intrometer nos nossos aposentos de luar. Na barricada transparente adormeceríamos na noite e de pernas enroscadas num silêncio que só ele geme lembranças que falariam de amor. Silêncio esse que chega de todos os cantos dos Céus para descobrir a plenitude dos verdadeiros Deuses. Deuses que não seriamos nós! Mas apenas os frutos de um Deus Maior…

No teu ouvido respiro em bafo beijado o som variante do sonho, que descarrega em cada frase planada ao vento, a simplicidade elevada às alturas onde se encontram as Estrelas. Nelas entrego a eterna palavra repetida em, (cupido escondido: Amo-te! Afundei-a nos Mares e elevei-a até ao teu Umbigo). E repito, amo-te em cada estalo de língua que saboreia o teu corpo.

Se sou guloso? Deixa-me ser, porque a espera foi longa e como as minhas palavras não falam, garatujo nesta folha branca de saudade o que te faria neste momento.

Deixar-me-ia estar para aqui perdido dentro de ti, em que os meus braços aprisionassem os teus, o meu peito afagasse as tuas lindas colinas e os meus lábios calassem cada som que a paixão tentasse soltar das nossas almas.

Mas como Amor é mais do que dois corpos em êxtase. Pegaria na tua mão e subira-mos a todas as montanhas, aí elevaríamos o nosso grito: AMO-TE-Te-Te-te-te-te, o feedback levado pelo vento, chegaria a todas as ruas da Cidade, como veneno puro, ou como remédio Santo. Numa prece de íntima veste

Ajoelhar-me-ia a teus pés

E diria!

Ainda bem que és!

Ainda bem que vieste!!!

Nota de rodapé: em cada palavra que falo, gostaria de ter a mesma certeza como tenho em cada palavra que poetizo, ou proso na página que grita por mim. Como isso não é possível peço à minha gente que me deixe ser assim! É o meu canto! É onde eu me sinto feliz…Obrigado…

12 comentários:

bruxinha disse...

Lindas, as palavras.*

Margarete da Silva disse...

Estou aqui e leio-te com toda a minha nudez, assim entenderei cada palavra como um traço de um gesto que nunca findará.

Amei*

Francis disse...

Sensibilidade infinita, é como eu defino a tua escrita.
Parabêns, vou passar mais vezes.

Carlos disse...

...com este tipo de recados, o vento se tornará numa doce brisa , quente, transportando o desejo e a paixão....

Joaquim Amândio Santos disse...

A SIMPLICIDADE (aqui depositada)assume UMA ESTÉTICA TÃO PUJANTE QUE RENEGARÁ SEMPRE A SUPERFICIALIDADE.

merece maiúsculas NO APLAUSO!

(Un)Hapiness disse...

uma nudez de sentimentos perfeita...

parabéns, beijinhos

Margarete da Silva disse...

=)

SAM disse...

qQuerido amigo,


Fiquei extasiada ante lindas palavras repletas do mais belo conteúdo e composta pelo sentimento da paixão. Este vento, trouxe-me o eco para testemunhar palavras escritas e ditadas pelo coração. E por elas - as palavras escritas pelas emoções - farei uma prece aos deuses do AMOR. A prece, será acompanhar-te, repetindo cada frase, juntando a minha voz a tua .

Beijos e um ótimo fim de semana.

Jorge Cardoso disse...

A Negra Tinta Editorial
tem o grato prazer de o/a convidar para o lançamento do livro
de Jorge Vieira Cardoso
com prefácio de Joaquim Amândio Santos e design de Vítor Gil

19 Abril| 2008 |21.00 horas
Salão Nobre | BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DA LIXA

Margarete da Silva disse...

Quando será o lançamento no porto?

Espero estar =)

Quero estar contigo neste momento

Beijo em ti*

SAM disse...

Querido amigo,

Primeiro agradecer-lhe as doces palavras e segundo para lhe desejar sucesso que fez e faz por merecer. E que a cada sorriso que receberás no dia do lançamento, lembrar-se que um pouco de mim terá neste sorriso.

Beijos e ....Até sempre!

Parapeito disse...

...para mim...este vento...foi brisas mansas :))
o coração agradece*

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