Tempo em que é docemente “roubada” a dose, a mim que me nomeio Jorge […] no paladar da senda abstracta, qual refugio dos caminhos por onde encalham as musas de prata, numa intensidade de bem-querer ouro, para além das colinas… [o tesouro…] ali mesmo, onde se subtrai o sal com que temperas as minhas palavras e me lambuzo em afagas... tu que és a melosa poesia… à cumplicidade de nós… F. Maria […]
Também para ti…
serás tu a asa que envolve o uivo, a flor de mímica em gestos [MEUS]???...no destino que enleia o seu rumo …
ocultamente em sorriso de alongas… [CÉUS]
serás tu a epiderme na mutação em delicio - se a vontade dos deuses não escolher as pontas…
serás a gota eterna de solsaio [MÍMICO] -dosificada de chuvas tontas???
atrás de ti passos de nós, enquanto…doas a luz do sol na voz...que de lanços contínuos cinge
e mesmo assim…[AMOR…FM…] perduras intensa…
à distância pequena de [ESFINGE]!!!
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Acerca de mim
30/01/2009
MÍMICA
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Jorge Vieira Cardoso
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carimbos
22/01/2009
CORPÚSCULO
cada detalhe fracciona o olhar
vento agreste respira poesia ao luar
sinto-me contaminado de nadas...
Bem perto das estrelas a espuma
Onde o meu mar habita chocalhos de ondas...
criei o [EU] perdido dos sons humanos
veste-te de negro intempérie de lágrimas
para me chorares quando o correr do nó me finda...
poeira-átomo-particula no ar...
numa centelha descalça de pereceres
aquando a alma cura disseres
ressurgirei como homem novo para nos amar!!!
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08/01/2009
CIÚME
por trás da cortina sobra uma réstia de [LUZ]
é a pincelada de uma cruz com corpo de [FÊMEA], insinuante às trevas do medo
a teus pés jorram os [QUEIXUMES] de um crivo de corpos húmidos e celestes, inanimados em chãos [PÉRFIDOS]
-queda-se o sobrolho numa tonalidade de negro
porque me escolheste como árida contagem de [REDOBRES?] a mim que sou frágil emulação do vício, do erro!
olho de novo para os teus lábios cerrados à espera de um [SIM]...
que eu pare a contagem… já que, de trás da cortina sobra uma réstia de [LUZ]
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