27/07/2009

[TIREM-ME] A DOR DO PENSAMENTO...


soltem as penas dos olhos, porque nem o carma da mente desfere o golpe fatal que me adormece, nem a vossa mordida de lábios em assombro… me enaltece, já que pior que isso é o espaço de enguiço onde me deito e deleito, morre o dia lento em pensamento, jaz a noite torta e morta… na almofada que não me suporta!
nego-te...
eu sei!



nesta mão onde singelos os dedos, carpem laivos do monte, nele irrompe a ave de flanco a flanco, que no bater das asas resolve um poema de atrasos…

imagens en olhares.pt


14 comentários:

Serena Flor disse...

Que lindo meu amigo.
Adorei o poema, o blog e a trilha sonora....bjs.

isabel mendes ferreira disse...

o poema da não simplicidade...

singelo é o olhar sobre o delito de viver.
assombro plástico. afirmativo o sinal que nega e se entega.


Belo . J.

Beijo.

Graça disse...

Imagens e palavras numa composição perfeita!

"nego-te... eu sei!"_______ só não negues as palavras que tão bem sabes dizer... e "um poema de atrasos" é qualquer coisa de magnífico!


Um beijo muito meu, cheio de carinho


[Estou de férias :)... não fugi do meu palco. Volto breve.]

Paulo disse...

[...]

na passagem dos dias findos à nascença

atrasam-se os poemas

pela dianteira da tua prosa

soberb.íssima e ampla.mente poética

um encanto acima de todas as expectativas

perdoa-me se te disser que este é para mim o teu melhor dizer

tão somente ou apenas aqui

em plenitude

ascendente

. deixo.TE um abraço total .

isabel mendes ferreira disse...

J. deposito nas tuas mãos o meu agradecimento.






beijo.

Isabel disse...

"Carimbo de um selo que se grava!"







abraço J.




.piano.

Graça Pereira disse...

Será possível tirá-la? Já passou para o coração, para as mãos que costuram palavras num rendilhado de emoções que em "atrasos" vai revelando o estado de alma! Lindo! Parabens Graça

Paulo disse...

.

um abraço é sempre de dentro para fora

.

e nunca a redenção de um momento

.

. abraço.TE Jorge .
. um bom fim de semana .

Eu sei que vou te amar disse...

A dor que toca nas linhas da minha palma, deixando os dedos numa fragilidade, tal e qual as letras que despem este sentir!
Como sempre maravilhoso a tua escrita!
Um beijo doce

Pena disse...

Admirável Amigo:
Palavras sublimes concebidas com Arte pura e génio imenso.
Parabéns sinceros, talentoso amigo.
O que escreve, maravilha de forma gigantesca e expressa um sentir pleno, perfeito.
Abraço de amizade, respeito e estima.
BRILHANTE!
Sempre a lê-lo com atenção pela sua enorme significação gigantesca...

pena

OBRIGADO pela simpatia e amabilidade expressas no meu blogue.
Adorei. Muito Obrigado, amigo.

R. Rudoisxis disse...

Em momento de dor [minha]e de inspiração suprimida pelo bloqueio do pensamento, apenas sinto.
Vigilias sem fim, em noites eternas de lutas e angustias num revirar constante no catre onde a almofada é castelo a conquistar e o dia não surge, para que exausto e sem forças possa finalmente repousar. Descanso do guerreiro e do pensar em que a dor se esvai embalada pela brisa sem rumo.E vai...e some...e saiu até que volte.
Um abraço.

SAM disse...

Bonito sempre, Jorge! Estava saudosa de ler teus versos! Beijos, amigo.

aflores disse...

Nem sempre é fácil a relação entre o pensamento e...a nossa almofada;)
Agradeço e retribuo visita ao meu blog.

Tudo de bom.

Grande abraço

Parapeito disse...

Gostei das palavras...da imagem...e do musica...
Pensar é viver...logo a dor tem de lá estar.
Dias com brisas mansas*

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